Seja bem vindo! Eu feliz. Eu muito feliz. Meus olhos e meu coração se enchem de alegria por você ter entrado no meu cantinho. Tenha certo que eu sempre estarei pronto para responder qualquer pergunta sua. Faço isso porque essa é a minha função aqui. Eu quero esclarecer todas as suas inqueitações, eu quero te dar conforto, eu quero te dar alegria, eu quero encurtar seu caminho. Mas claro tudo isso na medida exata, sem cometer excesso, tanto para mais quanto para menos.


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sábado, novembro 27, 2004

Os cálculos perdidos.

Bagunça. Muita bagunça. O mundo fazia muita bagunça, era música alta, pessoas, muitas pessoas. Quase não conseguimos receber as pessoas do mundo que vieram nos visitar, ate que a estrela providenciou um chuva, que varreu todo aquela caos, foi só as pessoas do mundo entrarem na casa que a chuva começou. Foi provado que a estrela existe e que estava para ajudar a nós.
Muita gente, casa cheia novamente. Gente que veio de novo, gente que veio pela primeira vez. Veio um moço que tinha vindo, estava em casal, sorridente ele, mas não quis ir para o meu cantinho. Gente alta, tinha três moços altos, muito altos. Tinha casal. Tinha senhoras.
No meu cantinho sentado no sofá macio da direita, duas senhoras, uma segunda vez que vinha, a outra era primeira vez. As duas estavam muito bem vestidas, foram simpáticas, a que já tinha vindo fez um comentário na mesa de baixo que eu fiz de conta que não ouvi, ela perguntou se eu estava na menopausa. As vezes o mundo faz comentáriozinhos que não merecem consideração alguma, provando que boca todos tem, agora se sabe usar ela bem isso já é outra coisa. Depois sentados no sofá maior frontal, um casal, os dois eram tímidos, mas o moço era mais. Depois um outro casal, um senhor de cara fechada, ao lado de sua senhora que já tinha vindo e que sempre foi muito simpática. Eu entendi que ele era tímido, disse que se ele tomasse meu chá iria sentir melhor. Depois no sofá da ponta um casal alinhado, ela toda de preto, ele de calça preta e camisa branca. Eu não consegui, não consegui colocar respeito com eles, porque eles não paravam de falar o tempo todo, estavam desrespeitando a ordem das coisas, aquele momento não era para ficar falando entre eles, se quisessem fazer aquilo que fizessem fora na casa deles. Contudo, foram simpáticos, acho que entenderam tudo direitinho. Por fim, no sofá próximo ao altar da Mãe, um moço todo de negro e uma moça sorridente, ambos tímidos mas muito simpáticos. Esse mundo de hoje não foi de perguntar muito, cheguei rápido para preparar Mãe.
Preparação da Mãe, antes de começar, gostei porque o mundo foi carinhoso com Mãe, claro depois de eu ter mostrado como fazia, teve momento que eu com o mundo do que estuda fizemos um abraço coletivo na Mãe, fizemos bolinho na Mãe. Hoje arrumei junto com aquele que enfeita, foi uma briga boa, ela faz uso das palavras para tentar me derrubar diante dos mundo, mas claramente ficou só na tentativa. Primeiro que eu preocupado com o mundo perguntei se queriam que abrisse a janela, ela veio atrás tentando roubar a idéia, porém nem fechar ela sabia, todo mundo percebeu e riu. Depois vem fazer papel que boazinha, dizendo que ela havia errado sem querer e que eu era muito rígido. Eu digo que sou rígido, porque para a Mãe tem que ser, nunca é para mim, sempre é pensando na Mãe. Mãe que no fim acabou mostrando sua predileção por mim e acabou batendo na cara daquela que comete o excesso do enfeitar.
Revelação. Não acredito que meu trabalho foi em vão, porque minha função eu cumpri, quem não cumpriu foi o mundo, o mundo cego, o mundo comprado. O mundo revelou aquele que estuda, aquele que estuda e ninguém sabe para que. Prova de que aqueles metodozinhos de que nada serve, foi ela nem sabia o que fazer, perdido estava, assim como seus métodos são perdidos, ele também estava.
Mas eu não me canso, não foi hoje, mas eu tenho certeza que no fim a ordem sempre prevalecerá, sempre foi assim e comigo ela não seria diferente.