1 dia em que a Ordem venceu.
A partir de hoje, a casa nunca mais será a mesma. Finalmente a verdade prevaleceu. Mas antes de falar como foi que acabou esse dia maravilhoso, conto como ele começou.
Hoje abriu portas da casa e quase teve a lotação máxima. Logo no trabalho, contei a história da abelha e da aranha, um moço não entendeu, eu achei que ele estava brincando, porque história é simples, mesmo assim eu expliquei e ele fez cara que não entendeu.
Na hora da entrega das verdades, uma senhora simpática perguntou se todos os filhos teriam que enquadrar naquelas verdades, eu disse que só existe um, o verdadeiro Filho que enquadraria nelas, ela disse entender porque o filho dela não se enquadrava em quase nenhuma.
Sentei para o mundo escolher qual irmão ele iria acompanhar, eu olhos fechados, quando abri olhei, tinha muito gente, muita gente do mundo. Eu fiquei sem palavras, nunca tinha tido tanta gente de uma vez. Hoje testamos trocar de mesas um pouco, para que assim todos pudessem ver irmãos um pouco mais.
Subimos para os cantinhos, pedi para todos sentarem, e ficarem confortáveis. Nunca tinha servido tanto chá de uma vez só. Aquele que dirigi ficou no meu cantinho também. Fui servindo chá e falando, servindo chá e falando. Ate que eu perguntei para aquele que havia feito pergunta da abelha e da aranha, se ele sabia algum exemplo de Ordem. O moço tentou responder, travou e não quis mais falar, a moça que estava do lado dele disse que ele era ranzinza e que não gostava de participar. Mas uma coisa eu garanto, ninguém é obrigado a nada, se não quer falar, não precisa, eu desejo justamente que as pessoas do mundo sintam confortáveis para falar o que quiser e quando quiser, no meu cantinho ninguém vai ser exposto a nada que não queira.
Por outro lado, tinha um casal sorrindo, que estava sentado no sofa do canto esquerdo. O moço era o mais simpático, ria sempre, a moça era mais tímida, mas também gostava de participar. O que eu gostei foi que o moço o tempo todo percebia as ineficiências dos irmãos da casa, e olhava para mim como um sinal de entender tudo o que eu já havia dito. Foi assim que aconteceu com o irmão que estuda na hora de preparar Mãe para revelação. Tão equivocado que ele é, que acabou demorando para fazer as coisas, colocou sapato errado na Mãe e por fim berrou, mostrando que perdia havia perdido a razão. Acabou levando uma surra verbal, não faço por mal, apenas não aceito desordem, não aceito incapacidade, principalmente com Mãe.
Ate que finalmente, na revelação: eu Filho. Eu sabia. Eu sabia que as pessoas do mundo iriam conseguir enxergar no meio de toda essa bagunça aquele que diz a verdade. As pessoas do mundo foram sábias. Eu mostrei para todos os irmãos qual era o caminho certo.
Demorou, mas nascia hoje a era do verdadeiro Filho, a era da Ordem.

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